Pegada hídrica agrícola e sustentabilidade nos polos de irrigação do Cerrado e do Cerrado–Amazônia, Brasil

  • Danielle da Silva Rondon Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Avenida Fernando Correa da Costa, n° 2367, CEP: 78060-900, Cuiabá, MT, Brazil.
  • Eduardo Morgan Uliana Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Avenida Alexandre Ferronato, n° 1200, CEP: 78550-728, Sinop, MT, Brazil.
  • Michel Castro Moreira Departamento de Engenharia Agrícola. Universidade Federal de Viçosa (UFV), Campus Universitário, Avenida Peter Henry Rolfs, s/n, CEP: 36570-900, Viçosa, MG, Brazil.
  • Ibraim Fantin-Cruz Departamento de Engenharia Sanitária. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Avenida Fernando Correa da Costa, n° 2367, CEP: 78060-900, Cuiabá, MT, Brazil.
  • Handrey Borges Araújo Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Avenida Alexandre Ferronato, n° 1200, CEP: 78550-728, Sinop, MT, Brazil.
  • Walter Corrêa Carvalho Junior Superintendência de Recursos Hídricos. Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, Rua C, s/n, Centro Político Administrativo, CEP: 78049-913, Cuiabá, MT, Brazil.

Resumo

O setor agrícola do Brasil consome consideráveis recursos de água doce, particularmente no estado de Mato Grosso, que abriga um dos maiores complexos de irrigação do país, localizado nos biomas Cerrado e Amazônia. Dada a natureza finita desses recursos e seu uso intensivo na agricultura, a quantificação dos padrões de consumo de água pode subsidiar o desenvolvimento de políticas para a gestão sustentável dos recursos. Este estudo teve como objetivo estimar a pegada hídrica da soja de sequeiro, do milho safrinha e do feijão de inverno ao longo do bioma Cerrado e da zona de transição Cerrado–Amazônia no estado de Mato Grosso. As pegadas hídricas verde e azul foram determinadas por meio de cálculos de evapotranspiração das culturas para avaliar a demanda hídrica, enquanto a estimativa da pegada hídrica cinza incorporou taxas de aplicação de fertilizantes nitrogenados e parâmetros de lixiviação do solo. Os resultados mostraram pegadas hídricas médias na região do Cerrado de 1.486 m³ ton⁻¹ para a soja, 1.016 m³ ton⁻¹ para o milho e 2.084 m³ ton⁻¹ para o feijão. A zona de transição Cerrado–Amazônia apresentou valores de 1.476 m³ ton⁻¹ para a soja, 1.052 m³ ton⁻¹ para o milho e 1.898 m³ ton⁻¹ para o feijão. Esses indicadores de pegada hídrica revelam padrões de apropriação da água no cultivo agrícola, fornecendo métricas quantitativas para avaliar a sustentabilidade do uso da água na agricultura.

Palavras-chave: evapotranspiração, indicadores ambientais, sustentabilidade.

Publicado
22/04/2026
Seção
Artigos