Morfofisiologia da cultura do tomate sob estresse salino em diferentes ambientes
Resumo
O uso de água salobra pode provocar efeitos severos e danos irreversíveis no crescimento e nos índices fisiológicos das culturas agrícolas. Assim, a ambiência agrícola surge como alternativa para mitigar o estresse salino em híbridos de tomate (Solanum lycopersicum L.). Neste sentido, objetivou-se avaliar as trocas gasosas e o crescimento de híbridos de tomate submetida a irrigação com água salobra, em diferentes ambientes. O estudo foi desenvolvido em Aratuba, Ceará, Brasil. O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso, em parcelas subsubdivididas, sendo as parcelas formadas por dois ambientes (ambiente protegido e pleno sol), as subparcelas por cinco níveis de condutividade elétrica da água de irrigação (CEa) (1,0; 1,7; 2,4; 3,1 e 3,8 dS m-1) e as subsubparcelas pelos dois híbridos de tomate (Itaipava e BS DI0014), com cinco repetições. O estresse salino reduziu negativamente as taxas fotossintéticas, a condutância estomática, a concentração interna de CO2 e a eficiência do uso da água, porém com menor intensidade no ambiente protegido. O híbrido BS DI0014 foi mais tolerante ao estresse salino quanto a transpiração no ambiente protegido e a pleno sol em relação ao híbrido Itaipava F1. Os híbridos Itaipava F1 e BS DI0014 cultivados em ambiente protegido apresentam maior concentração interna de CO2.
Palavras-chave: cultivo protegido, salinidade, Solanum lycopersicum L.
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