Indicadores ambientais e mudança de uso do solo na zona de transição Amazônia-Cerrado-Pantanal em Cáceres, Mato Grosso: uma avaliação Pressão-Estado-Resposta

  • Luciene da Costa Rodrigues Centro de Pesquisa em Limnologia, Biodiversidade e Etnobiologia do Pantanal. Faculdade de Ciências Agrárias e Biológicas. Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Avenida Santos Dumont, s/n, CEP: 78211-260, Cáceres, MT, Brazil.
  • Jesã Pereira Kreitlow Centro de Pesquisa em Limnologia, Biodiversidade e Etnobiologia do Pantanal. Faculdade de Ciências Agrárias e Biológicas. Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Avenida Santos Dumont, s/n, CEP: 78211-260, Cáceres, MT, Brazil.
  • Sandra Mara Alves da Silva Neves Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão em Geografia. Faculdade de Ciências Humanas. Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Avenida Santos Dumont, s/n, CEP: 78211-260, Cáceres, MT, Brazil.
  • Claumir Cesar Muniz Centro de Pesquisa em Limnologia, Biodiversidade e Etnobiologia do Pantanal. Faculdade de Ciências Agrárias e Biológicas. Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Avenida Santos Dumont, s/n, CEP: 78211-260, Cáceres, MT, Brazil.
  • Ernandes Sobreira Oliveira Junior Centro de Pesquisa em Limnologia, Biodiversidade e Etnobiologia do Pantanal. Faculdade de Ciências Agrárias e Biológicas. Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Avenida Santos Dumont, s/n, CEP: 78211-260, Cáceres, MT, Brazil.

Resumo

Este estudo analisa os indicadores ambientais do município de Cáceres, Mato Grosso, território que abrange porções de três grandes biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado e Pantanal. Por sua localização na convergência desses biomas, Cáceres representa um mosaico ecologicamente sensível onde as pressões do uso da terra interagem com dinâmicas de transição frágeis. A metodologia combinou revisão sistemática da literatura com análise geotecnológica a partir de dados do Projeto MapBiomas e imagens Landsat (1985-2022) integrados ao modelo Pressão-Estado-Resposta. Os valores por bioma referem-se à fração de cada bioma contida no limite municipal, não aos biomas em sua totalidade. A conversão antrópica foi maior na porção amazônica (57,8% de sua área), seguida do Cerrado (33,8%) e do Pantanal (16,5%). As projeções indicam que, caso as trajetórias atuais persistam, a conversão antrópica é maior na porção Amazônica (57,8% de sua área), seguida do Cerrado (33,8%) e do Pantanal (16,5%). Mantida a continuidade das tendências recentes, a porção amazônica permanece dentro da faixa que estudos em escala de bioma associam a degradação ecológica severa. A análise multivariada identificou a pecuária, e não a expansão agrícola, como o vetor cuja dinâmica anual acompanha mais de perto a perda de vegetação nativa. As respostas institucionais identificadas neste estudo abrangem legislação federal, estadual e municipal nas dimensões ambiental, econômica e social, incluindo o Código Florestal, as Políticas de Mudanças Climáticas, e específicas medidas para a pesca, revelando, contudo, vácuos na implementação, principalmente em escala local. Esses resultados exigem um desenvolvimento de planejamentos ambientais locais integrados, capazes de articular respostas institucionais efetivas diante das pressões ambientais em curso.

Palavras-chave: biomas, desmatamento, indicadores ambientais, planejamento ambiental, uso da terra.

Publicado
03/09/2026
Seção
Artigos